🐀RATOGasta mais do que os parlamentares-modelo (quem gasta pouco, produz bastante e comparece bem) e ainda falha em produção ou presença — a combinação mais preocupante.
🐀 Comparamos com um grupo de referência: deputados que ao mesmo tempo gastam pouco, produzem bastante e comparecem bem às votações. Este deputado gastou mais que a mediana de R$ 1.299.869 dos parlamentares-modelo, e também apresentou menos propostas que a mediana de 3.171 desse grupo. Falhou em gasto e em pelo menos um dos outros dois — a combinação que consideramos mais preocupante.
Desde 2023 (mandato atual), Franciane Bayer gastou R$ 2.125.092 de dinheiro público (a “cota parlamentar”, usada para manter escritório, passagens, etc). Isso é mais do que a média dos outros deputados. Para comparar: dá para pagar 1.311 salários mínimos com esse valor.
Além disso, Franciane Bayer recebe R$ 46.366 de salário por mês (o “subsídio”, bruto) — valor fixo e igual pra todos os 513 deputados, definido por lei, não vem da cota parlamentar acima. Só informativo: como é igual pra todos, não entra em nenhuma conta de gasto/pontuação/nível aqui no site.
Desde que assumiu o cargo, apresentou 669 propostas (projetos de lei, requerimentos, etc) na Câmara — menos do que a média.
No mandato atual, foi relator(a) de 183 proposta(s) (de qualquer autor), e 7 das propostas de sua própria autoria já avançaram (aprovadas em alguma instância — Câmara, Senado ou virou lei).
Votou em 88% das 1.128 votações do Plenário no mandato atual (desde 2023) em que ele estava no cargo (997 de 1.128).
Não encontramos nenhuma sanção (irregularidade) em nome dele no Portal da Transparência do governo.
⚖️ Esses critérios são calculados do mesmo jeito para todos os deputados, de qualquer partido — não importa a legenda.
Essa avaliação não é a Lei da Ficha Limpa oficial (que envolve condenações da Justiça Eleitoral, dado que ainda não conseguimos acessar). “Gasto” e “presença” somam o mandato atual inteiro (desde 2023), não só o ano corrente. “Propostas” conta desde que o deputado entrou na Câmara, indo além até de mandatos anteriores. “Presença” conta só votações nominais do Plenário (não de comissões, pra ser justo com quem não é membro de todas), só nos anos em que o deputado já estava no cargo, e é baseada em voto registrado, não presença física comprovada. “Relatorias” conta só o mandato atual e só o relator MAIS RECENTE de cada proposição (a Câmara não guarda histórico de relatores anteriores publicamente) — pode estar subcontado pra quem foi substituído como relator ao longo do processo. “Propostas próprias aprovadas” conta autoria (sozinho ou em coautoria) de propostas do mandato atual que já avançaram além da própria Câmara (foram pro Senado, pra sanção, ou viraram lei) — não conta aprovação só em comissão nem o resultado final (uma proposta enviada ao Senado pode ainda ser rejeitada lá). Gasto e propostas são comparados com a mediana de um grupo de referência: os 10 deputados que estão ao mesmo tempo entre os que menos gastam, mais produzem e melhor comparecem (não com a média de toda a Câmara, que inclui muita gente ruim e “acha” a régua pra baixo).